domingo, 23 de junho de 2013
Como eu me sinto quanto.
Você tem a absoluta certeza que ele vai gostar, ao mesmo tempo que vai sentir um pouco de repulsa; repensar em tudo que já te disse antes pra ver se deixou algum espaço pra você pensar que ele é afim de você; te considerar pra um sexo casual, mesmo que não te ache nem um pouco gostosa.
Eu sei, porque já estive no lugar dele.
Quase todo mundo sabe, mas não quer pensar, e não tiro a razão de ninguém, porque não pensar é maravilhoso.
Quase todo mundo não diz nada, e, novamente, não tiro a razão de ninguém, porque não dizer só complica a vida de quem não disse nada, e fica mastigando suas próprias palavras.
Aparentemente tenho que aceitar a ajuda alheia, pois a vida de solidão "que eu escolhi" não me dirá o caminho facilmente.
Se você é dos que pensam e dizem, converse comigo. :)
Não consegui terminar o que eu queria escrever, então fico com esse mesmo.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Suicídio
Uma floresta. A chuva deixou o gelo do corpo inerte ainda mais gelado. Os cabelos, soltos e molhados, do jeito que achava mais bonito. Seus braços, enrolados num bicho de pelúcia. Suas pernas junto de si, formando um tatu bola humano. Ou uma criança, como quis se sentir, pela última vez. Pura, aberta para novidades, todas as experiências como uma grande descoberta. A descoberta do novo mundo que viria a seguir. Ou o eterno vazio que sempre acreditou lhe acolher.
domingo, 21 de abril de 2013
Novo mene do post que não reclama de nada
Esse ano eu acho que deu pra equilibrar minha comemoração. Não me senti tão mal quanto nos últimos anos.
Estou em paz, exceto por problemas de dinheiro e uma notícia que recebi, mas enfim, nada além do normal.
Recebi o conselho de uma pessoa que vejo como alguém de muita sorte nessa vida, e ela me disse para aproveitar e zerar minha vida. Começar tudo de novo, nessa nova fase. Eu estava super precisando de um novo começo. Ela acertou em cheio.
Estive dando uma olhada no meu passado por esse blog, e resolvi fazer um balanço de todos meu posts de pedidos, para ver o que conquistei e o que ainda quero conquistar:
Coisas que nunca passaram pelo meu sistema digestivo. Parte 1 - bebidas
Bebi o Guaraná Jesus e o café colombiano. Ambos não muito além do que eu imaginava.
Coisas que nunca passaram pelo meu sistema digestivo. Parte 2 - Fast Food places
Comemorei hoje meu aniversário no Outback, com direito a parabéns, sobremesa e tudo. É realmente muito gostoso lá.
Pessoas que adoraria conhecer. (alive edition)
Eu conheci Mike fucking Shinoda. Eu apertei a mãozinha dele, ele sorriu pra mim. Magia. :-)
Lista de presentes e Post Atrasado.
Esse posts são muito sucesso. Eu consegui muita, muita coisa (material) do que eu queria. E realmente me surpreendi.
O de 2011 inclui o Galaxy Tab, The Sims Medieval e até o colar de coração da Linux Mall que eu comprei esse ano na Campus Party. Demorou 2 anos? Demorou. Mas é interessante o fato de que nem lembrava mais desse post, fui lá e fiz acontecer.
Ano passado não rolou esse tipo de publicação, porque simplesmente eu não saí da minha cama naquele dia. Eu estava deprimidíssima, fazendo um TCC sem gosto, desempregada, infeliz e só um mês depois consegui o estágio que mudou minha vida. 2013 foi a única vez que eu planejei tudo pensando em todas as variáveis, relaxei com o "tem que dar tudo certo", e superou expectativas.
Já que estou me sentindo mais velha e menos boba, vou escrever o que eu quero mudar para esse ano:
- Ser menos "know it all" (e também não ter vergonha de usar expressões em inglês).
- Parar com as piadinhas a cada cinco segundos, uma vez que isso causa desconforto e sofrimento a mim e outras pessoas.
- Decidir meu futuro profissional, e trabalhar mais nele.
- Parar de deixar minha paranoia com o psique e a sexualidade dominar meu dia a dia.
- Desacreditar no amor romântico para mim, assim me decepciono menos ao nunca o encontrar, e me surpreendo caso um dia o encontre.
- Tomar meu corpo de volta.
Pra acabar, uma foto minha, tirada e dedicada à um dos meus leitores favoritos desse blog:
![]() |
| minha orelha é muito estranha |
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Cigarros
Vícios idiotas.
O que faz uma pessoa começar a fumar? Diversão? Rebeldia?
Coisas que todo mundo passa a vida ouvindo que é ruim, que é um vicio sem volta, mas fazem mesmo assim.
Decisões tomadas em algum momento em que você nota que sua vida é mais ou menos o que sempre te disseram.
Fazer crianças acreditaram que existe bom e ruim, que existe um amor pra vida inteira, que existem seres que vivem apenas em função de contribuir em nosso dia a dia, é uma crueldade.
Somos vários seres confusos pedindo por misericórdia diariamente por alguma explicação. Refletimos sobre cada uma de nossas escolhas com um equilíbrio de mimetismo e reflexão própria.
Antes tínhamos que nos esconder, o que atrapalhava na reflexão individual. Hoje temos uma maior amplitude de decisões alheias para observar.
Não sei como funciona as outras mentes, mas a minha se abre diariamente, recebe novas cargas de informação, se fecha, e forma novas possibilidades, nunca fechando as anteriores.
Quer encher de lixo seu principal órgão respiratório? Vai fundo. Eu posso morrer atropelada qualquer dia desses. Você pode viver mais de 100 anos. Esse mundo não faz sentido. Continue assim.
Cigarros
Vícios idiotas.
O que faz uma pessoa começar a fumar? Diversão? Rebeldia?
Coisas que todo mundo passa a vida ouvindo que é ruim, que é um vicio sem volta, mas fazem mesmo assim.
Decisões tomadas em algum momento em que você nota que sua vida é mais ou menos o que sempre te disseram.
Fazer crianças acreditaram que existe bom e ruim, que existe um amor pra vida inteira, que existem seres que vivem apenas em função de contribuir em nosso dia a dia, é uma crueldade.
Somos vários seres confusos pedindo por misericórdia diariamente por alguma explicação. Refletimos sobre cada uma de nossas escolhas com um equilíbrio de mimetismo e reflexão própria.
Antes tínhamos que nos esconder, o que atrapalhava na reflexão individual. Hoje temos uma maior amplitude de decisões alheias para observar.
Não sei como funciona as outras mentes, mas a minha se abre diariamente, recebe novas cargas de informação, se fecha, e forma novas possibilidades, nunca fechando as anteriores.
Quer encher de lixo seu principal órgão respiratório? Vai fundo. Eu posso morrer atropelada qualquer dia desses. Você pode viver mais de 100 anos. Esse mundo não faz sentido. Continue assim.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Tudo o que me faz bem, me faz mal também.
Vocês se pegam, e eu fico sozinha.
Vocês namoram, e eu fico sozinha.
Vocês se casam, e eu fico sozinha.
Vocês se divorciam, e eu fico sozinha.
Vocês se casam de novo, e eu fico sozinha.
Vocês estão vivendo as regras da sociedade. E eu não as aceito. E fico sozinha.
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Qual é o seu problema?
1- O twitter é meu amigo e nada me faltará.
Passei e ainda passo por experiências onde perco a confiança nas pessoas. Cheguei a um nível onde não confio em mais ninguém. Então deixo tudo liberado para todos, assim ninguém tem como ficar na vantagem com nenhuma informação sobre mim. Ou seja, faço uso dessa rede social para dividir meu dia-a-dia, sentimentos e opiniões.
2- Feedback é bom e eu gosto.
Se você acredita que o que você pensa pode servir de alguma forma para mim, por favor, entre em contato comigo. A posição natural das pessoas é ignorar ou conversar com outras pessoas para tentar adivinhar se alguma frase tem a ver com elas. Se você gosta de mim e/ou não é um babaca completo, me dê sua opinião.
3- Minha alma está exposta. E eu sei disso.
Se você me conhece há pouco tempo, deve pensar: "olha o que ela está falando?", "alguém avisa essa menina". Eu deixo minha vida exposta há uns 10 anos ou mais na internet, e eu sei que ninguém se importa com como eu sinto, e eu já não me importo mais com como as pessoas pensam sobre mim, uma vez que não faz diferença. As pessoas só se movem quando muda diretamente a suas vidas. Caso não mude nada no dia a dia delas, elas apenas assistem e comentam entre si. Eu, infelizmente, sei o que eu estou fazendo.
4- 10% luck, 20% skill, 50% concentrated power of will, 5% pleasure, 15% pain.
Nem tudo que eu escrevo é só algo que estava dentro de mim, em desespero para sair. Tem dias que eu simplesmente jogo palavras no fogo pra ver se a chama cresce. É lindo quando funciona.
5- Judge Judy
Minha auto-estima é constantemente confundida com meu senso de justiça. Minha auto-estima é ótima, eu me amo muito. Só odeio quando me sinto injustiçada, ou que alguém foi injustiçado. E fico realmente revoltada e não paro de falar no assunto, até me acostumar com a ideia de que não posso fazer nada quanto a isso. Não darei exemplos, apenas leia o resto desse blog.
6- Inveja
Meu senso de justiça também é confundido com inveja. O resto é o mesmo do descrito acima.
7- Bipolaridade Y
Tem dias que eu fico mal. Não tem nada a ver com meu ciclo menstrual. Eu simplesmente fico mal. Eu "lembro" que estou solteira, acima do peso, ganhando menos do que acho que mereço, andando horas de transporte público todos os dias para tentar ter algum futuro. Eu entro nas redes sociais e vejo uma galera de vida fácil com seus drinks a beira mar e me destrói por dentro. Não tenho controle quando isso acontece, simplesmente vem e pronto.
8- As pessoas riem de mim por eu ser diferente. Eu rio de vocês por serem todos iguais.
Por fim, se você chegou até aqui, você se interessa mais por mim do que demonstra. Mesmo que você só tenha lido porque estava interessante, ou porque não tinha mais o que fazer, obrigada. Você poderia estar lendo sobre coisas muito mais divertidas, mas seu olhar foi capturado pela minha maluquice. Eu sei que minha forma de me dirigir às pessoas é diferente do que você já deve ter visto. Espero, ou melhor, já vi acontecer, vidas serem repensadas pela forma com que lido com a minha. Fico muito feliz se souber que alguma micro ação sua foi alterada pela minha forma de percepção do mundo. Novamente, obrigada.
- ¯\_(ツ)_/¯
domingo, 17 de fevereiro de 2013
gente inocente
Tive o dia foi ganho graças a uma criança que observou meu rosto por alguns segundos e me disse: você é bonita.
Agradeci e pedi para ela olhar de novo alguns anos depois pra ver se a opinião continuaria a mesma.
Eis que notei que talvez me acho bonita porque me vejo com olhos de criança. Talvez minha inteligência seja tanta (sem modestia alguma), que me vejo com um olhar sem preconceitos, sem considerar padrões de beleza imaginários produzidos por Photoshop. Eu sei minhas condições.
Eu me olho e vejo tudo que é natural em mim sendo exaltado em cada linha de expressão, cada sorriso sincero, cada coisinha que faço para chamar atenção das pessoas que não vêem em mim uma beleza ou personalidade dignas de adoração. E amo ser assim.
Quando alguém me achar bonita será assim, alguém que sabe ver além das curvas perfeitas que estão em diversas mulheres (mas não em mim), além das palavras sem noção que eu digo, da minha espontaneidade para o banal.
Vai conseguir me ler e enxergar o valor que se esconde sob tantas camadas.
Tem dias que eu penso que essa pessoa não existe. Eu terei que me atirar pelo mundo e deixar meu corpo ser usado por diversas mãos até que em uma delas eu encontre confiança.
É assim que vocês fizeram, não foi?
Treparam com vários até achar alguém que valesse a pena?
Como escolher frutas no mercado? Apertando cada uma até achar uma firme?
Será que consigo fazer o mesmo?
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Enlaces
Se algum dia você me chamar para seu casamento e eu for, pode ter certeza que eu te amo muito, porque assistir de camarote pessoas ganhando aquilo que eu sempre quis é uma tortura tão grande que eu já me sinto dolorida por dentro só de considerar tal ato.
Eu não queria ser tão "não atraente" como eu sou.
E não adianta emagrecer, já fui magra e me chamavam de mil nomes.
Não adianta alisar o cabelo, já tive ele reto e brilhante sobre meus ombros e não recebia nem elogio de mulher que adora falar dessas porcarias.
Não adianta sair, que em balada eu só vou pra segurar vela.
Não adianta me expor, já faço isso diariamente e só faz as pessoas me darem elogios falsos para ajudar com a minha auto-estima.
Nada adianta. Eu sou feia. Por mais que eu me adore olhar no espelho de manhã e dar um imenso sorriso toda vez que faço isso. Os outros humanos são incapazes de ver em mim nada além de uma criança triste, solitária querendo um pouco de atenção.
Só eu me acho linda. Quase 24 anos de vida, e só eu, no mundo inteiro sou capaz de largar tudo pra me fazer feliz.
Quase um quarto de século e eu não convenci nenhum outro ser a me apreciar. Eu sou tão diferente que ultrapassei a linha do diferente-atraente e cheguei no diferente-bizarro.
Se alguém puder me ajudar, estou aceitando qualquer conselho, menos aqueles que dizem que é coisa do destino, que minha hora vai chegar.
Ela não vai chegar.
Ela chegou várias vezes para todos que eu conheço.
Não sei o que fiz de errado para merecer isso, mas peço o fim dessa tortura. Eu não gostaria de ter, em poucos dias, o retorno da minha vontade sazonal de me matar, com ênfase na minha eterna solidão.
Tem muita gente ao meu redor se unindo cada vez mais em pares, e não posso sair com eles, e ficar lá olhando pro teto fingindo não estar pensando em estratégias indolores de suicídio.
Se algum dia eu conseguir arrumar forças suficiente para me suicidar, o motivo principal será esse.
Tenho uma família bacana, uma carreira legal, um corpo que eu não odeio, "amigos" suficientes pra me manter sã, até onde dá.
A única área dá minha vida que eu tenho reclamações é a parte amorosa. A única que não precisa de dinheiro, não precisa de habilidades, a única que não consigo ter.
Estou cansada até de reclamar disso.
Dá vontade de parar de ser legal com quem namora. Mas a culpa não é deles. A culpa é minha. Por se afixar numa ideia de relacionamento ideal que não existe. Não pra mim pelo menos.
Eu só queria morrer rápido, sem dor.
Olha só, a vontade sazonal chegou antes de eu acabar esse post.
Mas pensando melhor, todo mundo que eu conheço que namora paga de alguma forma.
Se eu tivesse alguém, certeza que perderia umas 3 ou 4 facilidades na vida.
Até imagino. Um emprego mais difícil e mais longe de casa, minha família perdendo dinheiro em algum investimento errado, alguma doença que me derrube. Aí vai aparecer alguém. Pra me apoiar.
Pra equilibrar. Pra eu não querer mais me matar e fazer tudo como se fossem grandes batalhas diárias.
Pensar nisso reduziu minha dor, mas não minha vontade de encerrar a vida hoje.
Chega, vou descansar agora.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
domingo, 20 de janeiro de 2013
Confusão e obrigação
Então desenvolvi uma natureza boa e justa, onde eu faço o possível para equilibrar o balanço desse mundo.
Só que, junto dessa mecânica, tenho meu monstro interior, irônico, que odeia tudo e todos e sabe que seus esforços são em vão, uma vez que dinheiro e beleza sempre irão lhe superar.
E é com essas duas características que eu batalho todo santo dia.
São elas que me fazem duvidar de todas as amizades que eu tenho, e que me deixam depressiva por entender, que, uma vez elas estando dentro de mim, permanecerei solteira pelo resto dos meus dias.
Acabei de ver um filme sobre uma pessoa que quer se matar após um último grande feito. A obra não lhe dá esperanças, não dá argumentos fortes para a personagem continuar a viver. Não existem grandes argumentos. A vida é só isso, e acabou. É um jogo onde alguns são os reis e rainhas, alguns são os cavalos, as torres, os bispos, mas a maioria são peões. Peões que, quando unidos, jogam bem. Quando sozinhos e perdidos no tabuleiro, são rapidamente comidos por outras peças.
Estou cansada de tal forma que não consigo nem planejar meu suicídio.
Eu sou louca. Eu penso demais. Eu sei demais.
Não quero mais obrigar as pessoas a andar comigo porque sou boa pra elas, ou porque passo uma imagem de animal ferido que precisa de ajuda.
Queria ser agradável e calma. Alguém que desse gosto em conviver.
Queria receber um abraço sincero e ouvir que minha loucura é de certa forma engraçadinha, e que eu sou única por causa disso. E, por esses traços, a pessoa que me abraçou não quer deixar meu lado nunca mais.
Quero ter vontade de viajar as malditas 2 horas de ônibus pra ver alguém que me faz sorrir.
Como cansa viver, e saber que essa magia não vai acontecer.
Eu nunca vou encantar ninguém que me encanta.
Malucos só atraem malucos.
E só o que eu queria era alguém que me tirasse da minha maluquisse.
Mas não vou ter.
Eu vou é ficar mais louca.
Aguardem.
sábado, 12 de janeiro de 2013
2013 será terrível. O meu, pelo menos.
Não me considero inteligente por isso. Me considero mais triste. E, claro, muito solitária.
Não sou normal, e cada ano que passa tenho mais certeza disso.
Notei minha falta de sorte em anos ímpares no final de 2012, quando fiz meu balanço via Facebook.
2001 foi o último ano na escola mais de difícil convivência, 2011 eu paguei pra trabalhar, 2005 parei de estudar com meus melhores amigos e os perdi completamente, 2003 eu era a menina mais fedida da sala e só descansava aos domingos.
2002 fui notada, 2012 eu conheci minha banda favorita, 2008 eu notei, 2004 eu tive a impressão que poderia ser normal e ter amigos.
Acredito que minha repulsa por crenças sem sentido me impediu de notar isso antes. Mas nada que essas evidências claras e consistentes não mudem minha fé.
Vou aproveitar 2013 para aprender. Para descobrir o melhor do que eu posso ter. Porque não basta só desejar alguma coisa e tentar. Meu corpo, meu destino, meu jeito, não me permitem ter muitas coisas. E não tenho tempo nem disposição para conquistá-las.
Notei a minha principal diferença entre esse ser maravilhoso que sou eu, e o resto das pessoas. Elas se "prostituem" para não ficarem só. Elas vendem sua disposição, suas convicções, seu tempo, seu corpo, sua vida para passar o tempo juntas e sentirem que fazem parte de um coletivo imaginário.
Se eu não me importo com os sentimentos de uma pessoa, eu não finjo me importar. Se eu estou mais confortável em casa do que enchendo a cara a 30 km dela, eu fico. Se eu não gosto de uma pessoa, não me faço de amiga. Se eu gosto de uma pessoa, mas ela mora longe, eu prefiro manter meu amor por ela online (não que isso já tenha dado certo).
É aí que eu estou errada. Talvez eu seja muito moderna, e esse modelo de amizade funcione melhor em alguns anos, talvez eu seja muito estranha mesmo, ou ainda não tenha encontrado pessoas mais parecidas comigo.
Todas as minhas amizades têm validade. O tempo que eu convivo diariamente com a pessoa. Acabou faculdade? Adeus, amigos da faculdade. Troquei de emprego? Adeus, amigos desse empresa.
Se eu não preencho alguma carência delas, as pessoas não se apegam a mim (inclusive, vale relembrar) e não sentem interesse em continuar. Vejo as pessoas conversando online, mas é só uma continuação do que elas viveram juntas na vida real. Elas só abrem seus corações quando sabem que vão poder continuar a conversa cara a cara.
Eu sou difícil, nem nego. Eu sou difícil pra mim, o que dirá de quem tem que lidar com o que eu exponho sem saber o conceito por detrás das minhas maluquices.
Me disseram uma vez que eu ia viciar em trabalho, mas meus amigos não iam me deixar ficar mergulhada nele. Olha só, que engraçado, sábado à noite, estou aqui fazendo um relatório, vendo meus "amigos' se divertindo em festas que eu não fui convidada (não que eu gostaria de ter sido convidada) e nenhuma outra previsão que essa pessoa fez deu certo. Não lembro bem, mas deve ter sido num ano ímpar.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
3ª pessoa.
Mas não é uma loucura minha. Em meus quase 24 anos de vida, estar sem namorado (melhor ainda, nunca ter tido um) e não ser uma dessas que está sozinha pelo fato que querer (e ter) vários ao mesmo tempo é motivo de olhar estranho da sociedade.
Isso, claro, se você for razoavelmente magra. Porque, no meu caso, estar engordando mais a cada ano ajuda no que se refere a cobranças sociais. "Ela tá gorda, ela não é lésbica. Sério, quem vai querer aquilo?"
Ver meninas sem apelo sexual algum namorando me deixa ainda mais louca. É. Só. Porque. Elas. São. Magras. Simples assim.
As minhas conhecidas que estão encalhadas estão todas acima do peso.
A pior parte de todas é que eu me acho LINDA. E só eu me acho assim.
Eu me "paquero" no espelho, eu amo meu jeito, eu adoro as coisinhas brilhantes que eu faço. Fico rindo sozinha com meu próprio excesso de fofura. "Aw, tenho um coração tão forte e tão bom."
Eu estou me namorando já fazem alguns anos. Só agora que eu notei.
Minha relação com a internet é de melhor amiga, dividindo cada momento bobo e fazendo piadinhas a respeito, enquanto, comigo mesma, abro meu coração e não deixo ninguém que não esteja dentro de minha alma encostar em nada. Como um bom namoro deve funcionar.
Não sei se pelo motivo de saber que ninguém nunca irá me notar do jeito que eu me noto, ou se simplemente acabei criando esse mecanismo de auto-adoração para compensar o fato de ser a eterna carentona solteira da galera. "Não preciso de vocês com seus namoros, não. Olha eu aqui, ninguém vai amar vocês como eu amo a mim."
Talvez seja um jeito de impedir meu suicídio, tecla que venho batendo há tanto tempo que não sei como não quebrou.
Só sei que não existe pessoa no mundo que me ame mais do que eu. Que me entenda mais do que eu. Que saiba escolher presentes pra mim.
Fiquem aí dormindo de conchinha, enquanto eu durmo curtindo o cheiro de shampoo novo meu próprio cabelo. A Priscilla é demais. Você não tem ideia.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Só?
Já faz algum tempo que senti a noção do que é estar só.
Não exatamente a noção, mas a compreensão.
Eu entendi porque estou só.
Eu saquei que sempre estive só, e que existem coisas que só aprendo porque estou calada, ouvindo e lendo as situações que eu estou vivendo.
Notei também que não há remédio ou poção mágica.
Se eu quiser alguém vou ter que entrar naquele padrãozinho de pessoa atraente.
Se eu continuar como estou hoje, vou aprender até o fim dos meus dias, sozinha.
Evoluir, desenvolver. Sozinha.
É só isso que a vida tem a me oferecer?
Lutar pelo que a maioria tem sem esforço, ou aprender diariamente sem aproveitar nada?
Larguei diversas amizades, "amizades" e outras coisas parecidas para dar espaço para a minha protagonista: eu.
Não me arrependo, mas depois de ver tudo desse novíssimo ângulo tenho a dizer: só?
sábado, 1 de dezembro de 2012
3X2 english grammar
You don't love him
I don't love anyone
LOVE. What is it?
I feel like I need to cry
It's the fucking test
I'm sweating
It's the test
He's so far
10 years
You're calm
It was better
CHIN MUSCLES! GAWD!
again
The good news is
U didn't take the meds
U didn't work out in the morning
U ate like a monster
How is your belly doing? NOISY
Stress it out?
That's not good
Can not take notes on what already happened
Or can I?
I look for?
U are so calm.
It is him?
OMG, u don't know
His voice?
No
The everyday thing. The work. The class.
Routine
what are you waiting for?
been a couple w/ someone?
it is that important?
do I feel like crying again?
Why are you, me, whataver taking my happiness?
♡A♡ NK♡
T_T
TUMMY :(
feeling sick again
O
M
G
Repond a ma tendresse
FUCK
FUCK
ARIEL
BURNING WATER
setembro/outubro de 2012
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Como eu me sinto quando.
Ser uma moça graciosa dona de uma beleza peculiar, capaz de utilizar sua inteligência para ter sucesso em sua carreira.
Ter um relacionamento estável com aquela pessoa lá, até as briguinhas eu ia curtir.
Nascer numa família de classe média alta paulistana que viaja o mundo e ter um passaporte carimbado por pelo menos uns 3 países.
Já ter um estabilidade financeira suficiente para morar sozinha numa kitnetzinha num bairro quieto de sp.
O que eu tenho?
Ausência de graça, roupas que se cansam rápido no meu corpo horroroso, uma residência boa, mas distante de tudo que me faz uma pessoa sociável.
Um ímã de homens problemáticos e sem apelo sexual, como a minha pessoa ou ainda pior.
Uma família agradabilíssima, mas sem sucesso social ou financeiro.
Um emprego de carteira assinada que me paga salário de estagiária.
Só queria sinalizar isso.
Pra eu saber que a culpa não é minha.
Que eu me esforço muito, só não tive sorte alguma na vida.
Fica na boa, Pri.
Não vai melhorar, mas você tá fazendo o que pode. Todo mundo sabe que sim.
domingo, 23 de setembro de 2012
Quando a dor externa expõe a interna.
Passar uma vida sem entender seu lugar no mundo é normal.
O que complica é quando sua rotina te deixa muito tempo pra você pensar nisso.
Porque as pessoas só estão bem quando não pensam muito. E eu penso muito.
Queria que segunda passada não tivesse existido.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Eu queria tchu, eu queria tcha
É bem simples.
Quando passei 4 anos estudando numa faculdade mal localizada, com pessoas falsas em sua própria essência, eu encontrei, em Social Media, algo para poder trabalhar, ao mesmo tempo que fico no lugar que mais amo no mundo: aqui (as internetz)
Acreditei, de verdade, que, assim que começasse a trabalhar, minha vida teria sentido, e poderia viver em paz comigo mesma.
Óbvio que não foi assim. Continuo sem poder me auto-sustentar, com aquele grande vazio (aquele sentimento de que não estou cumprindo com as convenções sociais), gorda como jamais estive e com mil projetos sem hora pra começar.
E foi, nas redes sociais, aquele lugar que facilita minha observação do comportamento humano que eu me botei ao lado das pessoas que tiram fotos sorrindo. Eu gosto de julgar suas decisões, não me colocar próxima a elas.
O que eu notei foi que eles tem outras prioridades. Por exemplo, para as mulheres é importante ter alguém para dividir a vida (não precisa estar apaixonada) e alguma amiga que se importe com seus dramas. Para os homens é ter uma identidade, seja ela definida pelo que ele desejar/ alcançar.
As minhas prioridades são: ter dinheiro e um namorado que me ame, e que seja recíproco.
É aí que chegamos no título. Minhas necessidades atuais vão muito de um combo esforço mais sorte que eu não tenho.
Talvez se eu fosse mais simples em meus desejos.
Talvez.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Namorada.
Tira foto de si mesma no espelho.
Calça jeans, allstar, blusa de touca com manga comprida que esconde parte da mão pra ela ficar puxando fazendo charme.
Tatuagem de estrela, coração, borboleta.
Arruma emprego fácil, tem a bunda ou o peito classificado no top 3 dos melhores da firma, segundo os homens que trabalham lá.
Dirige carro popular vermelho.
Conversa por celular como se fosse da classe C e estivesse nos anos 80.
Acha Twitter uma perda de tempo.
No Facebook, compartilha piadinhas, coisas de maquiagem, bebês e gatinhos.
Quer ter filhos, nem sabe pra quê. Mas sente muito a necessidade.
Sua personalidade não tem nada especial. É apenas o modelo de beleza mais aceito pela sociedade, e, logicamente, pelo seu namorado, que a conheceu numa festa qualquer meio bêbado e decidiu que essa era a menos burra de todas que ele já tinha pego antes.
E é com essa mediocridade que acha que sua vida está ótima e não precisa refletir em nada.
E é com essa mediocridade que eu tenho que lidar com a minha solidão de pessoa que não encontra alguém que queira refletir e dividir a vida, o universo e tudo mais.
Aliás, encontrar até encontro. Mas são as pessoas mais feias do mundo.

